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Editorial

1-2026
Nesta primeira edição de 2026, estava inicialmente previsto destacar o lançamento do novo jarro Aurora. Contudo, os acontecimentos recentes que abalaram o País impõem uma prioridade distinta. As chuvas intensas, os ventos fortes e as cheias súbitas deixaram marcas profundas no território, nas infraestruturas e, sobretudo, na vida de milhares de pessoas. 

Estes fenómenos colocaram à prova a resiliência colectiva e, em particular, a capacidade de resposta dos serviços essenciais, como o abastecimento de água e o saneamento.

Em momentos como este, somos inevitavelmente confrontados com aquilo que tantas vezes consideramos adquirido: a água é um bem absolutamente vital. 

As tempestades provocaram roturas, danificaram infraestruturas e geraram constrangimentos operacionais relevantes. Ainda assim, o nosso compromisso permaneceu inabalável: assegurar que a água continuasse a chegar a cada residência, hospital, escola e empresa. Porque garantir este serviço não é apenas um exercício técnico. É, acima de tudo, uma responsabilidade de natureza pública e social.

A resposta da EPAL assentou na celeridade, no rigor técnico e, principalmente, no empenho das pessoas. As equipas operacionais, técnicas e de apoio trabalharam, e continuam a trabalhar, de forma incansável, muitas vezes em condições adversas, para localizar avarias, reparar condutas, restabelecer serviços e mitigar impactos. Foram tomadas decisões ao segundo, assegurou-se a coordenação permanente e demonstrou-se uma notável capacidade de adaptação diante do imprevisível. Este esforço colectivo é motivo de profundo orgulho e o Conselho de Administração da EPAL/AdVT manifesta, nas páginas centrais deste Jornal, o seu sincero reconhecimento e agradecimento.

Este é, igualmente, um tempo de reflexão. 

As alterações climáticas tornaram estes episódios mais frequentes e mais intensos, revelando que já não enfrentamos situações excepcionais. Este é o novo normal. E exige planeamento rigoroso, investimento continuo e uma visão estratégica de longo prazo: redes mais resilientes, infraestruturas modernizadas, reforço da prevenção e sistemas de gestão crescentemente inteligentes. Haverá oportunidade para aprofundar estas matérias na próxima edição, que será dedicada ao trabalho das nossas equipas durante este período particularmente exigente.

Agora, quando a tempestade se dissipa, permanece o essencial: a capacidade de cuidar, de servir e de garantir que a água nunca falha. Mesmo, e sobretudo, quando tudo o 
resto vacila.

Até breve

 

* Este Editorial não está escrito segundo as regras do Novo Acordo Ortográfico


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